sábado, 15 de janeiro de 2011

Chegou a hora.


Estou cansada de ter que aparentar ser de ferro, eu sou de carne. Não quero  viver de aparências, ter que dar sorrisos quando eu quero chorar, as lágrimas estão rolando...  Preciso me reinventar... Chegou a hora. Tô com vontade de gritar, não me enquadro nos padrões normais, tenho que aceitar isso. Chegou a hora de assumir que gosto do quarto desarrumado mesmo, que sinto ciúmes até daquela blusa velha, quero aproveitar mais o colo de mãe, pois não existe coisa melhor desde que o mundo é mundo. Quero fazer castelinhos de areia na praia de novo,  ficar feliz por comer brigadeiro, brincar de pula-pula no colchão da cama, cantar aquelas músicas bregas que fazem dar risada...  Chegou a hora de me afastar de tudo que me faz mal, porque eu sou amor até no ultimo fio de cabelo. Tá na hora de tirar essa maquiagem borrada, ficar de cara limpa, deitar na rede, ouvir boa música e ir aproveitar a vida.:)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Coração, escute por favor.


É, eu sei que você está ferido, mas por favor continue batendo ... Não pelas pessoas que lhe machucaram, mas por mim,pelas que te fizeram sorrir. Eu preciso de você, dos seus sentimentos bons. Sei que nós já passamos por muita coisa ruim, mas não quero que você pare e congele... Não quero ser uma pessoa fria. Coração, tá me ouvindo ?! Já fiz mais um curativo em você, mas prometo: não vou deixar mais ninguém te machucar.Sei que cheio de remendos, você não terá mais a beleza de antes. Agora, só merece entrar aqui quem te fizer sorrir.

domingo, 9 de janeiro de 2011

"Melhor é ser criança..."


Ai que saudade... Saudade daquele tempo em que não existia preocupação, que eu tomava café da manhã e já prestava atenção no que a minha mãe colocava na lancheira. Saia feliz, chegava no colégio e ia cantar com os coleguinhas, desenhar, pintar a cara, começar a descobrir as letras... Lembro que aprendi a ler com 5 anos,  foi amor á primeira vista. Na hora do recreio comia, corria, brincava de pega-pega, ia pro escorregador. Naquele tempo o motivo de raiva era quando o menino chato da sala puxava meu cabelo.  Depois, cansada, o sinal tocava era a hora do relax, uma musica suave ocupava o ambiente e a euforia acabava, cansados, de cabeça baixa, parecíamos anjinhos. Mais aula, depois a mamãe vinha me buscar, ia pra casa, almoçava, assistia os filmes da disney, sessão da tarde, brincava de boneca, minha roupa não importava, ficava a vontade em casa, gritava, pulava, caia, chorava, amava assistir pokemon . Á noite  tomar aquele tradicional e maravilhoso copo de leite com nescau assistindo Tv Cruj ... Era só alegria. Saudade do tempo em que ficar gripada era motivo de felicidade por ficar em casa recebendo os mimos da mãe e passar a manhã assistindo desenho animado. Saudade de quando a vovó pegava no colo e defendia de castigos . Queria tanto voltar no tempo... naquela época em que todos eram amigos, não existia falsidade. As decepções eram quando o tempo no pula-pula acabava, quando voce descobria que alguem tinha riscado a cara da boneca, quando você ganhava roupas ao invés de brinquedos no seu aniversário, quando sua mãe não deixava comer doces antes do almoço, quando você não podia sair pra brincar porque tinha feito alguma travessura... Queria ter de volta toda aquela magia, toda aquela pureza, inocência de achar que o mundo é maravilhoso, que existem super heróis para lhe proteger, e quando voce estava tendo pesadelos podia dormir na cama dos seus pais. Naquele tempo o futuro sonhado era com um principe encantado; lindo, gentil, amável, capaz de enfrentar bruxas e dragões para poder ficar com você. Confesso, eu sonhava em ser uma pirata.  Saudade dos meus aniversários, nos quais os temas eram personagens infantis, e a minha sacolinha era a mais recheada. Me entupia de doces. Sempre desejava ter uma casa na árvore, quantos projetos rabiscados em papéis.Um dia ainda vou construir uma.Naquele tempo tudo era magia, era sonho, era sorriso.A vontade é grande de voltar a viver no fantástico mundo das crianças. Mas não dá, pelo menos eu sei que aproveitei bem, o jeito é fechar os olhos e recordar...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Um amor de flor


A flor estava um pouco insegura, mas era otimista. Ele orgulhou-se de ganhá-la, colocou a sua mais nova preciosidade no vaso mais bonito que existia. Todos os dias ele oferecia os raios do sol para ela, á noite ele lhe dava a luz da lua. Com o passar do tempo, a intensidade dos carinhos foi aumentando e com ela a segurança da flor. Antes, a flor estava meio fechada, agora ela desabrochava com uma beleza fulgaz. Ele declarou amor eterno. Ela estava saudável e feliz, era regada todos os dias com muito carinho. Mas um dia ele agiu como se ela não estivesse ali. Não lhe deu nenhuma luz, e a flor ficou na escuridão. Com otimismo, ela esperou pela noite para os dois ficarem juntos iluminados pela lua, ele não apareceu... A flor entristeceu-se e passou a noite em lágrimas. Apesar do sofrimento, quando ele apareceu para vê-la durante a manhã,ela o recebeu com um sorriso e os dois ficaram bem. Passaram-se alguns meses e a flor estava muito realizada, quando estava dormindo seus sonhos eram todos com ele, vivendo o futuro que ela tanto queria. Mas, numa manhã chuvosa, ele não apareceu... No outro dia também não... Ele estava se divetindo e não lembrou-se dela.A flor sentiu-se abandonada e começou a muchar, suas forças estavam se esgotando... Sem o carinho dele, ela não conseguia viver.... Passou uma semana e ele chegava, mas não dava atenção a flor, esqueceu-se de cuidar dela. Dias depois ele lembrou-se do quanto ela era importante para ele e a saudade dominou seu coração. Chorou muito por ter abandonado ela sem perceber. Mas, quando foi procurá-la achando que ela iria perdoá-lo mais uma vez e os dois ficariam bem, ele só chegou a tempo de ver o seu ultimo suspiro, a sua ultima pétala cair. Naquele momento ele sentiu vontade de arrancar seu coração inconsequente, chorou tanto que sua aparência feliz tornou-se fúnebre para sempre, abrigou-se num canto escuro e nunca mais saiu de lá para passar por todos os momentos de angústia que ele causou na flor. Não espere perder a sua flor para perceber como o seu amor é frágil.